Mostrando postagens com marcador moda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador moda. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Já ouviu falar em Vidal Sasoon?

vai lá abre outra aba com esse linque: http://www.sassoon.com/
 

Vidal Sassoon, foi um cabeleireiro inglês, nascido no seio de uma família judaica. O seu primeiro salão foi aberto em Londres no ano de 1954 e, em 1973, lançou a sua gama de produtos sob o mote “If you don’t look good, we don’t look good’.
Wikipedia

Vidal Sasoonn libertou as mulheres dos penteados bolo de noiva, modernizou os cortes respeitando o cabelo e libertando-as dos produtos. Criou modelos de cortes curtos, rápidos e práticos de cuidar. As mulheres dos anos 60, das mini-saias mereciam um cabelo à altura de sua liberdade.






O que diria ele sobre a escravidão de cabelos alisados que esse momento vive?
 




segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Em terra de chapinha quem tem cachos é rainha."




 "Em terra de chapinha quem tem cachos é rainha."

Não dá para entender essa frase, quase uma oração, ligada à uma imagem de um cabelo liso, né?

Eu vi essa frase postada em algum perfil do facebook, não sei ao certo de quem. Nunca mais esqueci e ainda repito para as amigas.

Adoro um cabelo bem tratado, saudável e de preferência natural.

Sei que muita gente vai ter mil argumentos para não concordar. Eu acho ok. Quer alisar, pintar, frisar... Mas tem que tratar, fazer bem feito, fazer a manutenção.

Eu tenho uma amiga (na verdade, algumas amigas) que fez o caminho inverso. Enquanto a febre do liso absoluto não passa, ela foi lá e assumiu os cachos. E ela é Cecília Bedê.


Artista, mestre em Comunicação e Semiótica na linha de pesquisa Processos de Criação nas Mídias (PUC-SP); Especialização em Arte: Crítica e Curadoria (PUC-SP). Graduação em Artes Visuais (FGF - CE). Experiências profissionais nas áreas de arte-educação, produção de exposições, conservação de acervo e curadorias independentes.  Atualmente vive e trabalha em Fortaleza, faz parte da equipe do editorial do Canal Contemporâneo, professora universitária e mãe de do Caê.
  

creme-rinse: Qual processo químico você fazia para alisar o cabelo?


Cecília Bedê: Aqui em fortaleza, no salão que eu fazia, era chamado de Texturização. Não encontrei esse processo com esse mesmo nome em São Paulo, lá era algo do tipo "definitivo".
 
creme-rinse: Por quanto tempo vc usou os cabelos lisos?
Cecília Bedê:
Uns 7 anos, aproximadamente


creme-rinse: O que te motivou voltar os cachos?

Cecília Bedê:  Na verdade, quando eu fiz, não tinha exatamente cachos. Tinha um cabelo áspero com ondinhas, crespo, em bom palavreado informal: pixaim. Dava trabalho, eu não tinha jeito pra cuidar, vivia preso e eu achava sem graça. Ai alisei, ficou lindo, leve e bom de cuidar. Nos primeiros anos foi lindo, depois, com o tempo e com a quantidade de química  foi ficando opaco e sem muito corte. Ficou reto, achatado. Com isso fui ficando com vontade de parar. Além disso, já tava a muito tempo achando paia gastar com isso, saía caro.
 
creme-rinse: Como foi o período de espera?

Cecília Bedê: Sofrido. Fiquei um ano deixando crescer. Usava preso, porque ele tava metade-metade. Mas foi divertido o suspense. Durante a espera que percebi como o cabelo tava diferente, não tava mais tão "ruim" como na adolescência. Já vislumbrava uns cachinhos.
 
creme-rinse:  Além de cachos, o que mudou  depois?





Cecília Bedê: Fiquei feliz com a mudança, é bom mudar né. Me sinto mais original e mais livre. Não tenho que reservar verba pra cabelo no meu orçamento. Foi bom ser lisa, mas to achando melhor ser cacheada.










quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Já ouviu falar em Visagismo?


A diferença entre o Visagista/Hair Stylist para o cabelereiro está em sua atuação orientada por uma pesquisa em arte, moda e estilos, com uma pitada de psicologia.

O visagismo enfoca a linguagem visual. Oferecendo assim, além do corte, dicas de moda e estilo aos seus clientes, após fazer uma análise técnica minuciosa. Uma análise que começa com uma pergunta difícil de responder: Quem é você?

Essa resposta, unindo ao formato do rosto, cor e tipo do cabelo, tempo e interesse para cuidados, temperamento, profissão... é o que monta a solução para compor uma imagem. E esta solução precisa ser, ao meu ver, prática e com baixo custo.

Uma arquitetura pessoal e intransferível, sem regras ou paradigmas.  Montar um estilo independente à 'moda', no sentido escravocrata desse sistema.

" A forma sempre segue a função", Louis Sullivan, arquiteto.

*Visagismo integrado: identidade, estilo e beleza de Philip Hallawell.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Da caneta à tesoura!




Foto: Divulgação e reprodução do livro Art Coiffure: The Raffel Pages Collection (Raffel Pages, 2010) retirado da revista on line Cabelereiros

Você pensa que tratar de cabelo é fácil, está enganado!
Precisa entender de química, biologia, moda - história e tendências, psicologia, artes, fazer leitura de imagens, praticar procedimentos, desde os mais simples lavar cabelo à complexa manipulação de químicos...
Logo, é de maior importância saber ver, ouvir, falar, fazer, pesquisar e, ter amigos corajosos.
Eu sempre, sempre, sempre, sempreeee me sinto mal lembrando que dormia nas aulas de química. :( 




Vale dar uma lida na matéria completa! Novas técnicas, novos procedimentos, Revista  cabelereiros.com

Destaco alguns pontos da matéria:

* O secador no formato em que conhecemos surgiu em 1900.* Pelos idos de 79 d.C, na Roma antiga, já eram usados métodos rudimentares para ondular e cachear os cabelos.
*  Lembram do Secador  modelo de coluna?

“Exportamos esse produto para o Uruguai, a República Dominicana e o Suriname, locais em que as pessoas estão habituadas ao uso de bobes”, confirma Nilton dos Santos, gerente de engenharia e controle de qualidade da Taiff.

* Sobre ondulações:


Foto: Divulgação e reprodução do livro Art Coiffure: The Raffel Pages Collection (Raffel Pages, 2010)



No século XVI, era moda na Europa utilizar ferros aquecidos para ondular os cabelos. As ferramentas passavam por fornos e o metal era enrolado nas madeixas. Uma variação foram os papelotes: os fios eram envolvidos em papéis e marcados com uma ferramenta de duas partes iguais, metodologia semelhante à das pranchas atuais.


Marcel Grateau: Em 1872, o cabeleireiro francês desenvolveu um aparelho que era aquecido em um forninho e mantinha a ondulação por mais tempo.

Charles Nessler: Em 1930,  aperfeiçoou as “ondas Marcel” e começou a utilizar a eletricidade para aquecer os tubos em que se enrolavam os cabelos.

Foi nos anos 1980 que o permanente, feito com amônia e bigudins, virou febre no Brasil. Atualmente, a versão digital ocupa o espaço das técnicas anteriores.

*Sobre alisamentos:
Quem tinha o cabelo muito crespo aderia aos henês, e os mais maleáveis passavam pela touca de gesso - era um alisamento permanente feito com amônia e farinha de trigo que servia para alinhar os fios de forma reta.

Vale à pena rassaltar! O formol  e os produtos com essa química não trazem segurança para o cliente nem para o cabeleireiro.

Os cabelos que precisam de redução no volume podem ser submetidos ao realinhamento térmico com cisteína da cana-de-açúcar e rubi. “Esse processo é tão suave que pode ser feito, com a devida autorização médica, em adolescentes e grávidas” Vivian Esteves, cabeleireira do Salão Scenário. Ela também se vale da selagem térmica à base de acido acético e aminoácidos, apontando-a como a melhor substituta para a progressiva de formol.
Porém, a técnica mais inovadora é o alisamento a laser à base de amônia, conhecido como Photon Hair. Ele apresenta 2% de amônia, contra os 16% de uma escova definitiva, com ação potencializada pela luz laser de LED.

creme-rinse!!! O Neutrox, por exemplo, foi lançado em 1974, como o primeiro condicionador de cabelos do Brasil, introduzindo no País o conceito de tratamento dos fios. Ele revolucionou a prática de cuidados capilares, pois antes só existiam os cremes rinse, usados para desembaraçar os fios.




sábado, 1 de setembro de 2012

Nota de uma estudante de beleza.



Antes de qualquer coisa, quero que fique beemm claro: tenho preguiça de tiranias estéticas.

Tratar de magras, altas, loiras é fácil. Aqui o espaço é para a pessoa comum, sem tempo, sem grana, desajeitada, que quer ficar linda e saudável.


Perpassando por interesses me deparo com uma pergunta: Que mundo é esse da Beleza?
Glamour, futilidade, superficialidade,...  Sim! Porém, há um algo mais. Beleza tem relação intrínseca com saúde e, bem estar.

Maquiagem, penteado e cor de esmalte produz uma bela aparência que, no entanto,  lavou acabou. O primeiro passo para cuidar da Beleza é atentar para saúde. Uma revisão de dentro para fora: nutrição, exercício físico, estética.

E nas minhas andanças de lê ali, escuta aculá, elaboro duas lições importantes.

* Sem saúde não há Beleza; e,
* Moda não é o mesmo que Beleza.